Resenha – O Vilarejo


51fIPAMnrhL._SX346_BO1,204,203,200_“O Vilarejo”, de Raphael Montes, é uma ótima opção de leitura para quem curte o gênero terror/suspense, o qual me atrai bastante. Encontrei por acaso, navegando pela Amazon, na véspera de uma viagem de barco. Desejava uma obra que me ocupasse o tempo, deitado numa rede, até o destino final, Óbidos. Um percurso de sete horas, com saída de Santarém.

Muito atrativo o preço da versão digital: apenas R$ 6. Uma leitura rápida, de 107 páginas na versão impressa. A vantagem do livro digital é não pagamento do frete, o que representa uma boa economia para quem mora em estados da Amazônia, como eu.

Vamos ao livro… O mistério começa pela prefácio. Um relato real ou ficcional? O autor atribui a obra a uma tradução de escritos abandonados – originalmente de uma língua “morta” – de Elfrida Pimminstoffer.

A história é fragmentada, o que acelera o ritmo da leitura. Cada capítulo oferece ao leitor uma compreensão fechada em si, embora todos eles estejam entrelaçados.

São sete capítulos, mais prefácio e posfácio. Estes últimos não são explicações exteriores à história, mas partes dela, uma amarração ao ponto de partida do texto.

Toda a trama se passa num vilarejo bucólico, durante um rigoroso inverno, que isola o local e põe os moradores em condições extremas.

Cada capítulo recebe a designação do que seria um tipo de “diabo” e o respectivo texto relaciona-se ao mal que cada um representa: luxúria; gula; ganância; preguiça; ira; inveja; e soberba. Há ilustrações que enriquecem a imersão nas cenas.

O texto é enxuto, com períodos curtos e linguagem simples, mas também crua nos detalhes sórdidos de momentos de fúria dos personagens. Se fosse um filme, provavelmente, teria a classificação a partir dos 18 anos.

O luto sentou-se à mesa. Ninguém chora os mortos. Não podem desperdiçar energia lamentando a partida dos que não suportaram o frio e a fome.

Nós vamos todos morrer, Felika. Cedo ou tarde, a fome ou o frio vai nos matar.

Os moradores, por sua vez, repisam o boato que vem ganhando força nos últimos tempos: uma maldição recaiu sobre o vilarejo; vivem um período de trevas, pontuado por desgraças familiares, com atos de barbárie e violência.

O pecado nos mata, meu caro Anatole. Não importa quanto tempo seja preciso. O pecado nos mata.

  • Número de páginas: 107 páginas
  • Editora: Suma; Edição: 1ª (26 de agosto de 2015)
  • Raphael Montes
Anúncios

Como atualizar manualmente o Kindle?


A Amazon liberou, recentemente, a atualização do software para uso do Kindle, versão  5.7.2.1, que chegará a todos os aparelhos via conexão wifi.

O detalhe é que a atualização automática chegará por lotes, ou seja, não ocorreu simultaneamente em todos os dispositivos que se conectaram a uma rede wifi.

Decidi escrever este tutorial pensando especialmente em novos usuários do aparelho que têm interesse na atualização do sistema, mas ficam receosos de fazer o procedimento manual.

Eu já havia lido algumas explicações truncadas. Como o passo a passo abaixo pareceu simples, decidi segui-lo e deu tudo certo.

Vamos lá!

Continuar lendo Como atualizar manualmente o Kindle?

Resenha – A Vida Privada das Árvores, de Alejandro Zambra


51WXrrR4aWL._SX376_BO1,204,203,200_“A Vida Privada das Árvores” é o segundo romance do escritor chileno Alejandro Zambra. A edição a qual li é um ebook da extinta editora Cosac & Naify, de 2013. A obra foi escrita em 2007.

Descobri “A Vida Privada das Árvores” por acaso, navegando por títulos da Amazon, enquanto tentava escolher um livro de presente para um amigo biólogo. O título e a sinopse despertaram-me o interesse e foi a escolha.

Continuar lendo Resenha – A Vida Privada das Árvores, de Alejandro Zambra

Resenha – Psicose, o livro


Descobri a Darkside Books no Instagram e foi curioso saber da existência de uma editora especializada em títulos de suspense e terror, gêneros que sempre despertaram o meu interesse. Na feira do livro do Baixo Amazonas, realizada em Santarém (PA) neste ano, tive o primeiro contato direto com os títulos dessa editora.

Dentre tantos livros, “Psicose” me provocou o questionamento de ainda não conhecer essa clássica história, que, de imediato, remete-nos ao filme de Alfred Hitchcock. Pensava até que a autoria era dele, mas não. Descobri que o filme era baseado num livro, homônimo, de Robert Bloch, escritor americano, especialista em terror, suspense e ficção científica.

Outro fato que me fez adquirir “Psicose” foi o tamanho do livro, confesso. Tenho uma certa resistência com trilogias. Prefiro obras de consumo rápido, desprendidas de qualquer estratégia comercial para esticar a trama.

Essa edição de Dark Side Books possui 237 páginas. O enredo se desenrola e conclui com a impressão de que o texto está sob medida. Linguagem de fácil apreensão. O leitor não gasta tempo com expressões ou nomes de personagens estranhos à língua portuguesa. Os capítulos são curtos.

Continuar lendo Resenha – Psicose, o livro

Shame


ShameInstigante. Reflexivo. Cru. Cheio de entrelinhas. Um filme curto, de apenas 1h40, mas que transcorre num ritmo lento, com takes longos.

A nudez é exposta sem rodeios, porém, com naturalidade.

O filme tem poucos personagens e se apóia, basicamente, no protagonista, que vive o dilema do vício em sexo.

É notável o desconforto de Brandon. Suas relações efêmeras e casuais o consomem e o aprisionam.

Tem uma vida solitária até sua irmã reaparecer e o atormentar com insegurança e uma proximidade a qual ele recusa.

Qualquer envolvimento afetivo parece incomodar Brandon, que cujo prazer reside no flerte com o perigo e novas experiências sexuais.

Parece seguro, mas esconde a fragilidade de um vício que é como uma moeda e duas faces antagônicas: a do prazer e a do vazio.

Autorretrato I


Meu nome é Luís Carlos… [ri] Figueiredo Neto. Sou vendedor de picolés na orla de Santarém. Estou em Santarém há quatro anos e oito meses. Há quatro anos, vendo picolés. Sou natural de Manaus (AM). Tenho 58 anos. Conheci a minha [ex] mulher e vim para Santarém. Nós viemos em 2005. Em 2006, a gente se separou.

Fui embora para Natal (RN). Eu tinha um patrão que me levou para lá. Tive a oportunidade de estudar e trabalhar. Trabalhava como empregado doméstico. Estudei todo o ensino médio em Natal. Fiz o Enem em 2010. Passei para Ciências da Computação na UFRN. Preparei toda a documentação. Na hora de começar, vim embora para cá [Santarém]. Acabei fazendo isso. Não sei explicar. Uma leseira…

Morei cinco anos e quatro meses em Natal. Retornei para Santarém em 4 de abril de 2011 e estou até hoje.

Espalhei muitos currículos. Um empresário me disse: “Você, com todo este currículo, arranjar emprego em Santarém, arranja não. Amazonense logo…”. É aquela coisa de paraense com amazonense, carioca com paulista… Aquela rixa.

Continuar lendo Autorretrato I

Twitter reformula resultados de buscas


O Twitter segue na estratégia de introduzir mudanças pontuais, em vez de uma grande reformulação. Quem utilizar a versão web da rede social vai notar que o layout do campo de buscas tem novidades: está mais enxuto, com apenas duas colunas, e destaca contas consideradas relevantes – conforme avaliação do Twitter.

Duas novas opções foram adicionadas: “ao vivo”, similar a conteúdo recente; e “contas”, que exibe perfis relacionados à busca.

Também é possível incorporar a um blog/site uma busca específica e personalizar o layout, gerando um widget.

Aparentemente, tweets com imagens ganham mais destaque nos resultados das buscas, ampliando o alcance de publicações com algum tipo de mídia.

busca_twitter_3_antes_depois
Clique para visualizar as mudanças em detalhes

Presidente da Rede Minas: “É uma TV de classe média para a classe média”


rede_minas_israel_do_vale

O presidente da Rede Minas, jornalista Israel do Vale, em entrevista ao site “Brasil de Fato”, opinou sobre as tvs públicas e comerciais do Brasil.

Em janeiro deste ano, Israel do Vale assumiu a presidência da Rede Minas, uma das principais emissoras públicas do país.

O tema da comunicação pública é palpitante, tendo em vista que os veículos atrelados à estrutura governamental tem os desafios da independência editorial em favor dos cidadãos; de prestar serviços; ser voz dos mais diferentes setores de uma sociedade plural, em especial, dos mais excluídos; e encontrar fontes de financiamento que permitam produzir conteúdo de qualidade.

Abaixo, seguem os trechos da entrevista com o jornalista Israel do Vale (Twitter/Facebook) que mais me chamaram atenção:

“O que a gente vê na TV comercial hoje é uma tentativa das emissoras de aprisionar a atenção. Um mecanismo que elas adotam é a dramatização da notícia”.

“A TV pública tem que se desafiar a trabalhar no sinal inverso, a explorar o campo que a TV comercial não explora”.

“No momento, não existe tema proibido. A gente quer pegar assuntos complexos e traduzir para uma lógica mais simples, mais pedestre, mais próxima da realidade das pessoas”.

“Temos que avançar em direção ao conteúdo com uma dinâmica mais sedutora”.

“É uma TV de classe média para a classe média. Quem vê a Rede Minas não consegue enxergar a realidade sequer da periferia de BH”.

Confira a entrevista completa aqui.

Você sabe quais emojis mais utiliza nas redes sociais?


O site Emodiji propõe uma divertida brincadeira: descobrir quais os emoticons que mais utilizamos nas redes sociais.

Atualmente, o site faz uma varredura em nossas publicações no Twitter, Facebook e Instagram, oferecendo um resultado individualizado para cada tipo de rede social.

Ficou curioso em saber o seu resultado? Faça sua simulação aqui.

#jardimdecasa #3


Crédito: Luís Gustavo/lgcorporativo.com

A reprodução das imagens é livre, desde que mediante a citação do crédito “Luís Gustavo/lgcorporativo.com”.

Reproduction of the images is free, provided by credit citation “Luís Gustavo/lgcorporativo.com”.

 

#jardimdecasa #2


red_flower_50mm_nature

A reprodução das imagens é livre, desde que mediante a citação do crédito “Luís Gustavo/lgcorporativo.com”.

Reproduction of the images is free, provided by credit citation “Luís Gustavo/lgcorporativo.com”.

UFPE lança curso de graduação com ênfase em mídias sociais e produção cultural


ufpe_comunicacao_socialO Centro Acadêmico do Agreste (CAA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), vai oferecer, a partir do segundo semestre de 2015, o curso de Comunicação Social com ênfases em Mídias Sociais e Produção Cultural, com 40 vagas.

A seleção será realizada pela nota do Enem, que pode ter sido realizado em 2012, 2013 ou 2014, à escolha do candidato.

As inscrições custam R$ 50 e podem ser feitas, de 1º a 15 de junho. As aulas estão previstas para ter início em 17 de agosto, no campus de Caruaru (PE).

As 40 vagas serão oferecidas na modalidade presencial, segunda entrada e turno integral (manhã/tarde).

A UFPE adotará  o percentual de 37,5% das vagas para os estudantes que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escolas públicas e 10% para o argumento de inclusão regional.

Sobre o curso

olho_1A proposta do curso é formar produtores culturais e comunicadores capazes de lidar com novos modelos de produção e disseminação de informação via internet e redes sociais.

O aluno poderá optar por qualquer uma das duas formações depois que entrar no curso ou mesmo contemplar ambas as ênfases num currículo flexível. O novo curso terá nove períodos (quatro anos e meio). Os concursos para admissão de docentes já estão em curso.

O professor Amilcar Almeida Bezerra, que vai coordenar a nova graduação, destaca que o curso tem como objetivo propiciar uma formação adequada às novas demandas do campo da Comunicação Social. “Esta graduação vem atender tanto a demandas emergentes na sociedade, formando curadores digitais, gerentes de marketing online, gestores de comunidades virtuais e ativistas em redes sociais, como também visa preparar produtores de conteúdo versáteis, capazes de elaborar peças de comunicação destinadas a diferentes objetivos e públicos em ambientes virtuais”, destaca.

Estrutura

O curso terá carga horária de 3.030 horas, divididas em nove períodos. Destas, 420 horas podem ser atividades complementares. A estrutura curricular está organizada em dois grupos de disciplinas: as obrigatórias (reunidas nos três primeiros períodos – ciclo básico – e mais as disciplinas de Trabalho de Conclusão de Curso, no final) e as eletivas (a partir do 4º período).

olho_2A partir do 4º período, o aluno pode escolher quais disciplinas irá cursar das duas ênfases: Mídias Sociais e Produção Cultural. Existem ainda as eletivas livres, que não estão vinculadas a nenhuma ênfase.

O aluno poderá concentrar sua formação numa das ênfases ou, se quiser uma formação mais generalista, transitar entre as disciplinas de ambas as ênfases e as eletivas livres. Para receber o diploma de ênfase o aluno deverá cursar todas as disciplinas relacionadas para a ênfase escolhida. As demais disciplinas para fechamento de carga horária podem ser escolhidas entre as relacionadas à outra ênfase e/ou as eletivas livres.

Além de dispor das habilidades necessárias para conceber, elaborar e executar projetos culturais, o profissional formado poderá atuar em veículo de comunicação, meios digitais e ainda em assessorias de imprensa e comunicação, consultorias de marketing e agências de publicidade.

O curso contará com laboratório de produção audiovisual com estúdio e ilha de edição, laboratório de fotografia e laboratórios equipados com PCs para uso corrente dos alunos em atividades de pesquisa e produção de conteúdos.

Confira o edital da seleção.

Inscreva-se.

Mais informações
Diretoria de Gestão Acadêmica / Proacad
(81) 2126.7014
dga.proacad@ufpe.br

Conteúdo editado a partir de informações da UFPE

#jardimdecasa #1


A partir de hoje, inicio uma despretensiosa série de imagens no microcosmo “o jardim da minha casa”. Fotografia e plantas, uma combinação que rende um pouco de fantasia e cor ao dia a dia.

……………..

Starting today, beginning an unassuming series of images in the microcosm “the garden of my house.” Photography and plants, a combination a bit of fantasy and color to everyday life.

red_flower_50mm-1

 

A reprodução das imagens é livre, desde que mediante a citação do crédito “Luís Gustavo/lgcorporativo.com”.

Reproduction of the images is free, provided by credit citation “Luís Gustavo/lgcorporativo.com”.

“Ciberativismo e noticiário” analisa manifestações em tempos de redes sociais


ciberativismo_e_noticiarioA jornalista e professora universitária Magaly Prado lançará amanhã (26.05), em São Paulo, o livro “Ciberativismo e Noticiário – Da Mídia Torpedista às Redes Sociais”, pela editora Alta Books.

A obra tem preço sugerido de R$ 50 e poderá ser adquirido por meio do site da editora. Veja uma breve resenha disponibilizada pela Alta Books:

“O livro aborda como os modos de fazer política se transformam de acordo com a evolução digital que atinge a comunicação, além de analisar os movimentos sociais que nasceram e se desenvolveram por meio da internet, com atenção especial às manifestações iniciadas em junho de 2013.

A jornalista mantém o foco no poder dos movimentos acionados pelos cidadãos na internet, se atendo aos aspectos positivos do ciberativismo e à sua capacidade de influenciar as pessoas.

A obra é dividida em três partes, sendo a primeira uma análise sobre os novos rumos da comunicação, indicando a importância de se discutir o papel do jornalismo e suas práticas ao divulgar temas e debates. Já a segunda parte propõe o pensamento de novos conceitos para uma cobertura jornalística moderna, sempre fazendo menção à importância da tecnologia.

Ciberativismo e Noticiário apresenta um estudo relevante para o leitor interessado não apenas no Jornalismo e nas tecnologias digitais que o transformam radicalmente, dia após dia, mas também mostra como um ambiente instaurado nas redes — com consequências nas ruas — e a cobertura dele provocaram uma quebra de paradigma na imprensa tradicional, que está “insensível aos novos modos de reportar, para dar lugar (sem volta) a uma mídia livre e independente”.

Capítulo de amostra

Serviço – Lançamento de “Ciberativismo e Noticiário”
Livraria Martins Fontes
Av. Paulista, 509 – Bela Vista, São Paulo – SP
(11) 2167-9900 26 de maio, das 18h às 22h

Google inclui tuítes em resultados de buscas


Novidade começa por dispositivos móveis

google-twitterDesde o dia 19 deste mês, o Google passou a incluir conteúdo do Twitter, ou seja, tuítes – se preferir, tweets – nos resultados de buscas. O anúncio foi feito no blog da empresa.

Inicialmente, a parceria entre Google e Twitter vale para buscas realizadas por dispositivos móveis, utilizando o Google app ou navegadores web.

A integração começa para os usuários do google.com, mas, gradualmente, será expandida para outras línguas.

Segundo o Google, a parceria com o Twitter permite exibir resultados de buscas em tempo real, acompanhando o horário de postagem dos conteúdos. Esta é uma das principais características dos usuários do Twitter: comentar o que está acontecendo, na vida real ou a partir do que visualiza em outras mídias.

Os resultados das buscas exibirão os tuítes logo no topo da página. Para os usuários do Twitter, sem dúvida, a exibição no Google amplifica muito o alcance e influência de seus perfis.

Fiz um teste em meu smartphone e, de fato, ainda não é possível observar a exibição de tuítes, de forma personalizada, nos resultados das buscas.

Lançamento – Memória, Comunicação e Consumo: vestígios e prospecções


memoria_comunicacao_consumo“Memória, Comunicação e Consumo: vestígios e prospecções” é um lançamento da editora Sulina.

Rosa de Mello Rocha, pós-doutora em Ciências Sociais/Antropologia, e Luiz Peres-Neto, doutor em Comunicación y Periodismo, são os organizadores do livro.

A obra tem cerca de 300 páginas e é vendida ao preço sugerido de R$ 41.

Veja trecho da apresentação de “Memória, Comunicação e Consumo: vestígios e prospecções”:

“Neste livro os leitores são convidados a refletir sobre os trânsitos e fluxos da memória na seara da comunicação e do consumo. Afinal, pelas linguagens do consumo, comunicamos nossos pertencimentos, identidades, sonhos, desejos.

Também ali se semeiam e sedimentam modos de narrar o vivido, entrelaçando a cultura às tramas da memória e as práticas de consumo à ontologia do nosso ser.

Os caminhos trilhados pelos dezoito autores desta obra, que representam seis universidades brasileiras e duas instituições europeias, trazem, nas pegadas da memória, reflexões singulares sobre a comunicação e o consumo a partir de temas e objetos específicos. Trata-se de leituras próprias, pequenas janelas que dialogam rizomaticamente entre si”.

Resenha – Tempo de Esperas: o itinerário de um florescer humano


01.01677O livro possui linguagem de leitura fácil e lírica – demasiadamente, em alguns momentos.

É escrita por um padre, Fábio de Melo, mas não é uma obra com a repetição de bordões eclesiais típicos.

A narrativa de “Tempo de Esperas” é conduzida pela troca de cartas entre Alfredo e Abner, aluno e professor de Filosofia, respectivamente.

Não há um tempo-espaço claro, ou seja, não dá para saber exatamente em época e local transita a história. Apenas a troca de cartas sugere que poderia ser ambientada em tempos passados.

Abner e Alfredo se encontram devido à uma desilusão amorosa do primeiro, que encontra no segundo um conselheiro, alguém com quem desabafar.  Clara era a razão do sofrimento de Alfredo.

O livro é recheado de frases do tipo que compartilharíamos – eu, inclusive – facilmente nas redes sociais, no ensejo de reflexões sobre o amor, amizade, existencialismo, companheirismo, o sentido de viver… Enfim, sobre os temas que nos provocam questionamentos sobre o modo de agir e pensar. Esta é a proposta principal da obra e não seus mistérios.

Nos trechos finais, é que a crença em Deus é citada expressamente.

“Tempo de Esperas: o itinerário de um florescer humano” oferece uma leitura rápida – são 136 páginas na versão em ebook – e com reflexões sobre as quais, todos nós, em bons ou maus momentos, cristãos ou ateus, iremos nos deparar.

……….

Ano: 2011

#3 #2015

Saiba como enviar torpedo grátis para celulares Vivo


meu_vivo_app_android

A Vivo oferece a seus clientes a oportunidade de envio gratuito de torpedos por meio de seu aplicativo “Meu Vivo”, disponível para celulares Android e Iphone.

É uma alternativa para os momentos em que você está sem créditos ou não quer gastá-los com torpedos, em especial, se não tiver um pacote específico, o que aumenta os custos.

O app oferece a possibilidade de uso não só para os clientes que já com acesso ao “Meu Vivo” a partir do site da empresa, mas também para novos usuários.

A cada login, o app disponibiliza 15 torpedos gratuitos. A empresa não informa se há limite de uso diário, mas provavelmente existe um teto.

Como uso eventualmente, ainda não tive o serviço bloqueado nenhuma vez.

Para mim, o app é útil, tendo em vista que não possuo pacote de mensagens contratado e tenho a conexão wifi disponível para acessar o aplicativo.

Resenha – “O Diabo”, de Leon Tólstoi


#2 #2015

20150201_202941A história é linear, ou seja, o texto tem uma sequência natural de tempo, o que torna fácil a compreensão.

A linguagem é simples, e os períodos são curtos. Na versão em epub da editora LP & M, são apenas 46 páginas.

A trama é baseada no triângulo amoroso entre os personagens Evguêni, Liza e Stepanida, os protagonistas.

Evguêni vive um dilema de ordem moral relacionado aos desejos que alimenta por Stepanida, com quem se relacionou antes do casamento. Desde que a conheceu, questiona-se sobre o seu caráter, primeiro por se envolver com uma mulher casada, depois, por temer trair a esposa, Liza.

“Todos os dias rezava [Evguêni] e pedia a Deus que lhe desse forças e o salvasse da desgraça, todos os dias decidia que não daria mais nenhum passo, que não iria olhar para ela [Stepanida] …”. Este trecho ilustra as inquietações do protagonista.

O conflito vivido por Evguêni conduz todo o enredo e nos faz pensar que desfecho terá.

A história é ambientada no meio rural e no contexto de classes baseadas na propriedade de terras: fazendeiro e camponês.

Embora o autor seja russo e haja algumas referências típicas do país nas falas dos personagens, a trama e os ambientes são bastante universais e facilmente reconhecidos por qualquer leitor.

O texto segue a fórmula básica de intercalar a descrição do narrador com as falas dos personagens.

O título “O Diabo” pode assustar e presumir um viés religioso forte, mas não. Nos últimos trechos da obra, o autor, Leon Tólstoi, justifica, expressamente, a escolha pelo nome do livro.

“O Diabo”, conto escrito em 1898 e publicado em 1916, é uma boa opção para quem deseja leitura rápida e de fácil compreensão. É apontado como autobiográfico. Escolhi a leitura porque tenho interesse em conhecer obras de autores conhecidos e de outros países.